ROGER MCNAUGHT -
O CIEP 339 Mario Tamborindeguy, em Irajá, foi palco de um
protesto estudantil na última semana.
Segundo relatos de membros da comunidade escolar, a direção (antes
interventora e agora eleita em chapa única) vem mostrando sua face ditatorial e
comprometendo com isso o ensino e a segurança da unidade escolar.
A escola, localizada próximo à comunidade do Para-Pedro
(Irajá) já se encontrava com problemas na segurança devido à falta de porteiros
e funcionários e segundo denúncias recebidas a situação vem piorando
sensivelmente devido à atual direção da escola que vem, repetidamente,
praticando assédio moral contra servidores causando evasão dos mesmos. Há relatos inclusive de telefonemas anônimos
difamando servidores da escola para outros membros da comunidade escolar.
O controle de frequência de servidores também foi uma queixa
recebida. A atual direção, segundo
relatos, se faz ausente e incorre em diversos equívocos na marcação de faltas e
atrasos, gerando descontos e prejudicando servidores.
Não bastando o imbróglio causado pela falta de tato com
servidores da unidade, durante protesto pacífico (vídeo) a direção em questão
tentou impedir o ato organizado por estudantes. Houve sinais claros de tentativa de tomar o
megafone de uma estudante e na sequência recebemos relatos de que a direção
havia chamado a polícia militar para coibir a manifestação, colocando toda a
comunidade escolar em risco devido à proximidade com uma área dominada por
criminosos que poderiam a qualquer momento intervir contra a presença da
Polícia Militar na região. Diante do
risco desnecessário, diversos membros da comunidade escolar se encontram com
medo de retaliações e violência causadas pela inconsequência de quem acionou a
polícia militar desnecessariamente – e fortemente armada para lidar com meros
estudantes em ato pacífico.
Os problemas na unidade não param por aí, pois há diversos
relatos de que a atual direção feriu a lei do grêmio livre interferindo
diretamente nas eleições e na formação de chapa na tentativa de controlar
qualquer movimentação estudantil no local. A lista de queixas inclui ameaça de
expulsão e até mesmo a proibição de veiculação de panfletos da chapa de
oposição.
A administração da merenda escolar é outra pauta que se fez
presente nas denúncias recebidas.
Segundo queixas, a merenda está sendo mal gerida e há casos de
insuficiência de merenda para atender a todos os estudantes da unidade.
Diante de todos os fatos relatados, estudantes não ligados
ao atual grêmio organizaram uma manifestação surpresa e membros da comunidade
escolar nos enviaram vídeos e os fartos relatos que preenchem este texto e
prometem continuar na luta pelo afastamento da atual administração da unidade e
novas eleições com amplo direito à oposição e demais concorrentes ao cargo de
direção escolar.
E mais uma vez o Rio sofre, nossos estudantes sofrem e os
estudantes são os únicos que parecem se importar.